Abrigos de ônibus de Salvador enfeitam a publicidade
Por Igor Pereira
Os abrigos de ônibus das principais avenidas- com maior visibilidade de Salvador- não satisfazem as necessidades dos usuários. As operadoras estrangeiras, JcDecaux e Cemusa, que venceram a licitação em maio de 2000, escolheram os locais mais lucrativos para os anunciantes e adotaram um modelo europeu que ignora o clima soteropolitano. Deixou de ser responsabilidade do poder público a produção e a manutenção dos abrigos de ônibus e passou a ser incumbência das empresas contratadas que os explorarão durante 20 anos.
“Os pontos de ônibus ”de propaganda” não fazem diferença alguma. Quando está quente o pessoal fica do lado de atrás para se esconder do sol e quando chove molha do mesmo jeito”, afirma o aposentado Ademir Castro.
O urbanista Cleber Aguiar, especialista em mobiliário urbano, afirma que não foi levado em consideração o conforto e as necessidades dos usuários. “O número de assento diminuiu, o material utilizado retém o calor nos dias ensolarados e em dias de chuva é praticamente a mesma coisa do que nada” declarou.
Nenhum representante de ambas às operados se pronunciou quando procurados. Contudo, o site oficial da JcDecaux destaca como prioridade (no desenvolvimento de seus produtos) designe aliado a transparência, o site da Cemusa enfatiza como objetivo tornar o imobiliário urbano uma ferramenta de comunicação. Marcos Guerra da Geurb (Gerência de equipamentos urbanos) citou a infra-estrutura de determinados bairros como empecilho para a implantação dos novos modelos, mas não se pronunciou a respeito dos critérios adotados pelas operadoras.

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